A Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico permite a aquisição volumétrica das estruturas dentárias e maxilofaciais, possibilitando reconstruções multiplanares e tridimensionais para diferentes aplicações clínicas.
A escolha do protocolo deve partir da questão clínica e da região anatômica de interesse. Na DiagnOdonto, diferentes campos de visão (FOVs) permitem adequar a extensão da aquisição às estruturas que precisam ser avaliadas, desde regiões dentárias localizadas até exames amplos da face.
O objetivo não é utilizar o maior FOV disponível, mas o FOV adequado para responder à pergunta clínica.
Field of View (FOV) refere-se ao volume anatômico incluído na aquisição tomográfica. Sua seleção influencia diretamente a região examinada, o volume de dados gerado e os parâmetros que poderão ser utilizados na aquisição e reconstrução das imagens.
A DiagnOdonto contará com seis campos de visão:
5 × 5 cm| 6 × 9 cm| 9 × 9 cm| 9 × 16 cm| 15 × 16 cm| 21 × 16 cm
A seleção do campo de visão deve considerar a questão clínica, a extensão anatômica necessária e o nível de detalhamento exigido. O menor FOV capaz de responder adequadamente à pergunta clínica deve ser priorizado.
Exemplo de posicionamento: região dentoalveolar localizada
Cobertura anatômica
Região dentoalveolar restrita, podendo incluir um dente, pequeno grupo de dentes, raízes, região periapical, processo alveolar e estruturas imediatamente adjacentes.
Principais aplicações
Endodontia; investigação de anatomia radicular complexa; reabsorções; avaliação periapical; complicações endodônticas; traumatismos localizados; planejamento de implante unitário e outras situações em que a questão clínica esteja restrita a uma pequena região.
Quando escolher
Quando a pergunta clínica puder ser respondida integralmente examinando uma área pequena e bem definida.
5 × 5 cm | região localizada | alto detalhamento
Um FOV maior pode ser necessário quando a alteração ultrapassa os limites da região inicialmente selecionada, quando múltiplos sítios precisam ser avaliados simultaneamente ou quando estruturas anatômicas relevantes não podem ser incluídas integralmente no volume.
O pequeno campo de visão possibilita protocolos voltados a tarefas que exigem maior detalhamento espacial. Entretanto, a resolução deve ser selecionada conforme a questão diagnóstica, considerando o equilíbrio entre qualidade da imagem, ruído, artefatos e exposição do paciente.
FOV 6 × 9 cm
Cobertura anatômica
Campo intermediário que pode ser direcionado à maxila, à mandíbula ou a uma região de ATM, de acordo com o posicionamento do volume e a questão clínica.
Principais aplicações
Planejamento de múltiplos sítios em uma mesma arcada; dentes inclusos e relações anatômicas complexas; alterações ósseas que envolvam uma região mais extensa; avaliações cirúrgicas e análise dos componentes ósseos da articulação temporomandibular quando clinicamente indicada.
Quando escolher
Quando a área necessária é maior do que um volume localizado, mas a questão clínica ainda pode ser respondida examinando uma única arcada ou uma região articular específica.
6 × 9 cm | uma arcada ou região de ATM | cobertura intermediária
Exemplo de posicionamento: maxila
Um campo maior deve ser considerado quando houver necessidade de avaliar simultaneamente maxila e mandíbula, estruturas bilaterais, extensão anatômica além da arcada selecionada ou outras regiões maxilofaciais que não possam ser integralmente incluídas no volume.
A TCFC é indicada principalmente para avaliação dos componentes mineralizados da articulação. Alterações relacionadas ao disco articular e a outros tecidos moles podem exigir outras modalidades de imagem. Portanto, sintomas de disfunção temporomandibular, isoladamente, não determinam a indicação de TCFC.
Exemplo de posicionamento: maxila e mandíbula
Cobertura anatômica
O FOV 9 × 9 cm permite a avaliação conjunta das arcadas superior e inferior, mantendo a aquisição concentrada na região dentomaxilar.
Pode incluir:
• dentes da maxila e da mandíbula;
• processos alveolares;
• estruturas anatômicas adjacentes compreendidas no volume.
Em relação aos FOVs menores, oferece uma visão tridimensional mais abrangente das relações dentárias e dentoalveolares das duas arcadas.
Principais aplicações
• Planejamento implantodôntico envolvendo as duas arcadas
Quando diferentes sítios da maxila e da mandíbula necessitam de avaliação tridimensional em um mesmo exame.
• Dentes inclusos e alterações de posição dentária
Quando a questão clínica envolve múltiplos dentes ou regiões distribuídas entre as duas arcadas e suas relações com estruturas adjacentes.
• Alterações ósseas de maior extensão
Na investigação de lesões, alterações do desenvolvimento, processos inflamatórios, traumatismos ou outras condições que ultrapassem uma pequena região dentoalveolar.
• Planejamento ortodôntico em situações selecionadas
Quando uma questão clínica específica exige informação tridimensional das estruturas dentoalveolares das duas arcadas.
Quando escolher
Considere o FOV 9 × 9 cm quando a pergunta clínica exige visualização simultânea da maxila e da mandíbula, mas não necessita de cobertura craniofacial mais ampla.
É uma opção intermediária entre os volumes direcionados a uma única arcada e os grandes FOVs maxilofaciais.
Exemplos:
• “Como estes dentes inclusos se relacionam com as estruturas adjacentes?”
• “Quais são as condições ósseas dos diferentes sítios implantáveis das duas arcadas?”
• “Qual a extensão desta alteração dentro dos maxilares?”
• “Preciso avaliar tridimensionalmente as relações dentoalveolares das duas arcadas?”
9 × 9 cm | maxila e mandíbula completas | avaliação dentomaxilar conjunta
Um campo maior pode ser necessário quando a questão clínica exige inclusão das articulações temporomandibulares, seios paranasais em maior extensão, vias aéreas, estruturas craniofaciais ou outras regiões que ultrapassem os limites dentomaxilares do volume.
A ampliação do FOV deve resultar da necessidade diagnóstica e não apenas da possibilidade de adquirir uma área maior.
Não. A extensão anatômica do volume e a qualidade necessária à tarefa diagnóstica são conceitos diferentes.
O protocolo deve ser selecionado para incluir integralmente a região de interesse e produzir qualidade de imagem suficiente para responder à questão clínica, evitando exposição e aquisição de estruturas que não contribuam para a decisão.
Recomendações profissionais para CBCT enfatizam a restrição do FOV à região clinicamente necessária.
Cobertura anatômica
O FOV 9 × 16 cm amplia a extensão da aquisição em relação aos campos menores.
Conforme o posicionamento e o protocolo, pode incluir:
maxila e mandíbula;
regiões das ATMs;
seios da face;
porções das vias aéreas.
Principais aplicações:
Avaliações cirúrgicas mais extensas
Quando o planejamento exige compreender simultaneamente os maxilares e estruturas anatômicas adjacentes que não cabem adequadamente em FOVs menores.
• Alterações ósseas ou lesões de maior extensão
Quando é necessário avaliar limites, relações anatômicas e possível envolvimento de diferentes estruturas.
• Traumatismos maxilofaciais selecionados
Quando a extensão da alteração óssea ultrapassa uma região dentoalveolar localizada.
• Avaliação óssea das ATMs em contexto mais amplo
Quando as regiões articulares precisam ser incluídas juntamente com os maxilares e outras estruturas adjacentes.
• Seios maxilares e relações odontogênicas
Quando é necessária avaliação conjunta de dentes, processos alveolares, assoalho dos seios maxilares e estruturas sinusais incluídas no volume.
• Vias aéreas em planejamentos específicos
Quando sua representação tridimensional fizer parte de uma avaliação craniofacial mais abrangente.
Quando escolher
Considere o FOV 9 × 16 cm quando a pergunta clínica ultrapassa os limites das arcadas dentárias e requer uma visão integrada dos maxilares com estruturas maxilofaciais adjacentes.
É especialmente útil quando um FOV menor não consegue incluir integralmente todas as estruturas necessárias para responder à questão clínica.
Exemplos:
- “Qual a relação desta alteração com os maxilares, seio e estruturas vizinhas?”
- “Preciso avaliar os maxilares e as ATMs no mesmo estudo?”
- “A extensão desta condição ultrapassa os limites dentoalveolares?”
- “O planejamento necessita integrar dentes, bases ósseas e estruturas anatômicas adjacentes?”
9 × 16 cm | região maxilofacial estendida | maxilares e estruturas adjacentes
Um campo maior pode ser necessário quando a questão clínica exige inclusão das articulações temporomandibulares, seios paranasais em maior extensão, vias aéreas, estruturas craniofaciais ou outras regiões que ultrapassem os limites dentomaxilares do volume.
A ampliação do FOV deve decorrer da necessidade diagnóstica, e não apenas da possibilidade técnica de adquirir uma área maior.
A TCFC permite segmentação e mensuração das vias aéreas incluídas no volume, mas a imagem representa a anatomia em um determinado momento e posição do paciente.
Dimensões e volumes podem sofrer influência da postura da cabeça, fase respiratória, posição da língua e outros fatores. Portanto, a análise da via aérea por TCFC deve ser interpretada dentro do contexto clínico e não deve, isoladamente, ser considerada diagnóstico funcional de distúrbios respiratórios.
Cobertura anatômica
O FOV 15 × 16 cm proporciona cobertura ampla da região maxilofacial, incluindo estruturas dentárias, bases ósseas e grande parte do complexo craniofacial.
Conforme o posicionamento e o protocolo, pode incluir:
• maxila e mandíbula;
• articulações temporomandibulares;
• seios paranasais;
• cavidade nasal;
• porções das vias aéreas;
• estruturas craniofaciais relevantes ao planejamento.
Sua maior extensão permite analisar, em uma mesma aquisição, relações que ultrapassam os limites dentoalveolares.
Principais aplicações
• Planejamento ortodôntico em situações selecionadas
Quando alterações dentárias e esqueléticas exigem avaliação tridimensional mais abrangente das relações craniofaciais.
• Planejamento de cirurgia ortognática
Para integração das bases ósseas, relações maxilomandibulares, assimetrias e demais estruturas relevantes ao planejamento cirúrgico.
• Assimetrias craniofaciais
Quando é necessário comparar tridimensionalmente estruturas dos lados direito e esquerdo e investigar o componente esquelético da assimetria.
• Alterações craniofaciais extensas
Em condições do desenvolvimento, lesões ou situações cirúrgicas que envolvam múltiplas estruturas e ultrapassem os limites dos FOVs menores.
Quando escolher
Considere o FOV 15 × 16 cm quando a pergunta clínica exige avaliação tridimensional ampla do complexo craniofacial e não pode ser adequadamente respondida por um campo restrito aos maxilares.
É especialmente útil quando relações esqueléticas, assimetrias ou planejamento cirúrgico precisam ser analisados de forma integrada.
Exemplos
• “Qual a natureza e a magnitude desta assimetria craniofacial?”
• “Quais são as relações tridimensionais entre maxila e mandíbula para o planejamento ortognático?”
• “Esta alteração envolve outras estruturas do complexo craniofacial?”
• “O planejamento ortodôntico necessita de avaliação tridimensional das bases ósseas?”
15 × 16 cm | avaliação craniofacial ampla | ortodontia e cirurgia ortognática
Um campo ainda maior pode ser necessário quando a questão clínica exige inclusão mais extensa da face e do crânio ou quando estruturas relevantes ficam próximas aos limites do volume.
Nessas situações, o FOV 21 × 16 cm pode oferecer cobertura anatômica mais apropriada.
A escolha deve continuar sendo determinada pela região de interesse e pela pergunta clínica.
Não. A utilização da TCFC em Ortodontia deve ser individualizada e justificada pela necessidade de informação tridimensional que possa contribuir efetivamente para o diagnóstico ou planejamento.
Um FOV amplo pode ser útil em situações envolvendo discrepâncias esqueléticas, assimetrias, alterações craniofaciais ou planejamento cirúrgico, mas não deve ser utilizado automaticamente como substituto da documentação radiográfica convencional.
Sempre que um campo menor puder responder adequadamente à questão clínica, ele deve ser considerado.
O FOV 15 × 16 cm também pode ser utilizado, quando clinicamente indicado, na avaliação de alterações do desenvolvimento craniofacial, lesões de grande extensão e planejamentos cirúrgicos complexos que necessitem integrar maxila, mandíbula e estruturas adjacentes em um mesmo volume.
Cobertura anatômica
O FOV 21 × 16 cm representa o maior campo de visão disponível na DiagnOdonto e permite ampla cobertura da região maxilofacial.
Conforme o posicionamento e o protocolo, pode incluir:
• maxila e mandíbula;
• articulações temporomandibulares;
• seios paranasais;
• cavidade nasal;
• vias aéreas incluídas no volume;
• bases ósseas;
• estruturas faciais e craniofaciais em maior extensão.
Sua principal característica é permitir a análise integrada de estruturas que, em FOVs menores, poderiam ultrapassar os limites da aquisição.
Principais aplicações
• Avaliação craniofacial de grande extensão
Quando a questão clínica necessita de uma visão tridimensional abrangente das estruturas faciais e esqueléticas.
• Cirurgia ortognática e planejamento craniofacial
Quando o planejamento exige análise integrada das bases ósseas, relações maxilomandibulares e estruturas faciais.
• Assimetrias faciais extensas
Para avaliação tridimensional das relações entre diferentes estruturas e comparação dos lados da face em um único volume.
• Alterações craniofaciais complexas
Quando deformidades, alterações do desenvolvimento, lesões ou outros processos envolvem múltiplas regiões anatômicas.
Considere o FOV 21 × 16 cm quando a pergunta clínica realmente exige cobertura de face total e as estruturas necessárias não podem ser integralmente incluídas em um FOV menor.
Por ser o maior volume disponível, sua utilização deve estar vinculada a uma necessidade diagnóstica proporcional à extensão anatômica adquirida.
Exemplos
• “Preciso avaliar tridimensionalmente toda a região maxilofacial neste caso?”
• “Qual a extensão e a distribuição desta assimetria facial?”
• “O planejamento cirúrgico exige análise conjunta das estruturas craniofaciais?”
• “Esta alteração ultrapassa os limites que poderiam ser avaliados adequadamente com um FOV 15 × 16 cm?”
21 × 16 cm | face total | máxima cobertura maxilofacial
Sempre que a questão clínica puder ser respondida com um campo de visão menor.
O FOV 21 × 16 cm não deve ser entendido como um exame “mais completo” para qualquer situação clínica.
A aquisição de um volume amplo é justificável quando sua extensão anatômica acrescenta informação necessária ao diagnóstico ou planejamento.
Se apenas uma região localizada, uma arcada ou os maxilares precisarem ser avaliados, os FOVs menores devem ser considerados.
Nos grandes campos de visão, o equipamento utiliza aquisição de múltiplos volumes com integração automática das informações.
Nos FOVs 15 × 16 cm e 21 × 16 cm, o sistema realiza a captura em sequência contínua e utiliza stitching automático para a fusão dos volumes.
O equipamento também dispõe de tecnologia de correção de movimento do paciente, destinada a reduzir desvios entre as aquisições e favorecer a uniformidade da imagem final.
Esses recursos permitem ampliar a cobertura anatômica mantendo a integração das diferentes partes do volume adquirido.
O grande campo de visão também pode ser útil, em situações selecionadas, na Ortodontia de maior complexidade e na avaliação de processos de grande extensão, sempre que a cobertura anatômica adicional seja necessária para responder à questão clínica.